5.4.09

Conta-me Histórias





Obrigado animateatro pelos registos e este bocadinho de histórias a brincar.

30.3.09

MACAPI parceiro de O Céu dos nossos avós

É com imensa alegria que abraçamos o projecto O céu dos nossos avós sendo parceiros da iniciativa através da nossa arte contadeira e textos que fomos recolhendo ao longo do nosso percurso.

Iremos promover sessões de contos relacionadas com a temática do projecto através das nossas animações. Brevemente anunciaremos as datas e local.

Deixamos aqui informação sobre o projecto.


O céu dos nossos avós

No âmbito do Ano Internacional da Astronomia, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa promovem o projecto O CÉU DOS NOSSOS AVÓS, a desenvolver em países de língua oficial portuguesa.

Este projecto consiste na recolha de histórias tradicionais relacionadas com astronomia, mas também com a identificação de conhecimentos empíricos de astronomia que possam ter sido usados - ou ainda sejam usados - por pescadores, pastores ou lavradores nos seus diversos ofícios. Pretendemos ainda recolher textos em forma de provérbio, adivinha ou lengalenga, desde que sejam de raiz popular e estejam relacionados com astronomia.
As duas instituições esperam poder contar com a colaboração de parceiros neste projecto, de modo a poder chegar o mais perto possível de pequenas comunidades rurais ou piscatórias, onde este conhecimento ainda não se tenha perdido. Instituições ou associações que pretendam ser parceiros neste projecto podem escrever-nos para geral@museudaciencia.pt

A recolha de textos vai acontecer até ao dia 21 de Junho de 2009. Os textos recolhidos vão sendo publicados nesta mesma página e uma selecção será exposta no Museu durante o ano de 2009 em datas a indicar.

O envio de textos pode ser feito por e-mail para o endereço geral@museudaciencia.pt com a indicação O CÉU DOS NOSSOS AVÓS.

Organização:
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa

Parceiros em Portugal:
Camaleão – Associação Cultural
GEFAC – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra
PédeXumbo
Instituto de Educação e Cidadania
Núcleo Museológico da Pastorícia do Fundão
MACAPI - Movimento Animação Cultural Arte Popular Ibérica

Parceiros no Brasil:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre

THE SKY OF OUR GRANDPARENTS
- Organizing node in South East Asia:
The Confederation of India Amateurs Astronomers

29.3.09

Conta-me Histórias no Animateatro

5 de Abril

16 horas

Animateatro











Conta-me Histórias é um espectáculo/oficina onde se exploram as vias de comunicação, a imaginação, expressão, espontaneidade.

Nascemos de um nada... há sempre um nada antes de algo nascer, ser inventado.

Temos uma mala, está cheia de coisas, mas não sabemos o que são. Curiosidade? Uma pitada sugere a imaginar o que será. Uma ideia leva-nos a uma imagem, uma imagem a um movimento e por seguinte a história nasce.


Há uma linha, assim como para tudo há um caminho. Temos um princípio, um meio e um fim, pelo menos até que a mala se explore outra vez e a história renasça.

A tradição oral é uma virtude e uma arte contadeira desde os inícios de todas as histórias. Com este projecto pretende-se explorar essa tradição, criar momentos de fusão num misto público alvo onde a criança pergunta e o avô responde.

Onde objectos e bonecos ganham vida e vivem.
Os protagonistas são os convidados. Há um objecto para cada um e se não houver depressa se inventa, nesta história há espaço e tempo, há magia e curiosidade, todos têm uma função.


Ficha Técnica:

Gérmen de ideia: Isabel Silva
Marionetas : MACAPI
Interpretação e Fio Condutor : Isabel Silva

Produção : macapi
movimento animação cultural arte popular ibérica
http://macapi-macapi.blogspot.com

28.3.09

UMA HORA PELO PLANETA 28 de Março das 20h 30 ás 21h 30

Lisboa às escuras pela Hora do Planeta

Lisboa adere, pela primeira vez, ao apagão global da Hora do Planeta

Cristo-Rei, Ponte 25 de Abril, Palácio de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Padrão das Descobertas, Castelo de São Jorge, Paços do Concelho, CCB e Museu da Electricidade apagam as luzes para iluminar mensagem da Hora do Planeta

Lisboa, 3 de Março de 2009: Lisboa, conhecida como a Cidade das Sete Colinas, vai unir-se, pela primeira vez, ao apelo mundial da WWF e apagar as suas luzes pela Hora do Planeta 2009. No dia 28 de Março, durante 60 minutos, Lisboa vai ficar às escuras para iluminar a mensagem da Hora do Planeta contra as alterações climáticas.

Entre as 20H30 e as 21H30, da noite de 28 de Março, o Cristo-Rei assim como a Ponte 25 de Abril, o Palácio de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Padrão das Descobertas, o Castelo de São Jorge, os Paços do Concelho e o Museu da Electricidade vão ficar apenas iluminados pela luz das estrelas; O Centro Cultural de Belém (CCB) assinala também a Hora do Planeta desligando por 15 minutos as suas luzes.


27.3.09

Dinamizando o ArtedoTrevo


O projecto ArtedoTrevo que deriva dos ofícios manuais do macapi, vai cirandar novamente, desta vez para a Feira da Ladra Alternativa que decorre dia 28 de Março no Parque da Quinta dos Franceses das 10 horas às 17 horas.

Apareçam!!!

26.3.09

Menção Honrosa para o Raposense

A Primavera já se instalou e os Prémios do Carnaval de Almada foram anunciados no passado dia 20 de Março no Solar dos Zagallos.

A Associação Talento Negro, com o tema “O Matrimónio entre os Povos”, venceu o Concurso de Carnaval de Almada 2009.

Em segundo lugar ficou o Beira Mar Atlético Clube de Almada e o terceiro prémio foi conquistado pelo Sport Almada e Figueirinhas.

O Júri atribuiu ainda duas menções honrosas:

À Comissão de Carnaval da Academia e Incrível Almadense foi atribuída uma Menção Honrosa de qualidade pelos aspectos plásticos e ao Clube Recreativo União Raposense uma Menção Honrosa pelo empenho no trabalho com os jovens.




Aqui fica um abraço enorme a todos os jovens com quem trabalhamos para a realização dos dois personagens/gigantones e os parabéns por esta Menção Honrosa.



17.3.09

Piquenique Convívio Primavera, Marionetas, Poesia...

Bons dias!!

21 de Março é um dia de muitas celebrações e o macapi não perde o hábito de havendo tempo e vontade reforçar encontros convívio para celebrar momentos.

Com o apoio do CCRAM vamos então realizar um Piquenique Convívio nesta data tão florida.

Aqui fica o convite para uma tertúlia voluntária onde se trocam experiências, saberes, sabores e palavras ao vento.


9.3.09

Gigantes do Raposense

Registos da Oficina de Construção de Personagem em Gigantone (Marioneta Gigante com Varas)

Oficina realizada na Sala de Assembleia da Junta de Freguesia da Caparica.
Os Gigantes - Rei Vai Nu e Zé Povinho desfilaram no corso de Carnaval de Almada integrando a Parada do Clube Recreativo Raposense.




18.2.09

Silêncio que se vai Contar o Fado




Dia 22 de Fevereiro de 2009 | 15h30 |
Teatro de Marionetas "Silêncio que se Vai Contar o Fado"

Neste espectáculo original e muito divertido, um conjunto de marionetas dá vida a poetas e cantores do universo do fado português e dão forma às origens do Fado, desde o seu passado tradicional até ao seu presente inovador.

A "Tasca do Júlio" é o espaço cénico desta peça onde vão desfilar personagens diversas como Júlio Florindo, Rabeca, Madalena, Zé, Manel Repolho e outras personagens vão recriar o ambiente de uma Casa de Fados, onde não vão faltar os sons da guitarra portuguesa e viola!

Espectáculo integrado nos programas "...E Porque Hoje é o Último Domingo do Mês" e "Fado (Re)Visitado".



Local: Fórum Cultural de Alcochete
Contacto: 212 349 640 / dcil.sac@cm-alcochete.pt
Destinatários: Maiores de 6 anos - acompanhadas por adulto

Informações Adicionais:


Músicos: Hugo Edgar (guitarra portuguesa) / Armando Figueiredo (viola). 
Fadistas: Joana Cruz e Cristiano Sousa. 
Interpretação e Manipulação : Isabel Silva e Ana Mendes
Texto e Marionetas: Isabel Silva, Ana Mendes, Joana Cruz e Hugo Edgar. 
Encenação e Cenografia: Isabel Silva / Ana Mendes / Hugo Edgar / Joana Cruz / Nuno Gonçalves.
Técnico de Luz e Som : Nuno Gonçalves
Duração: 55 minutos.
Ingresso: €5 (criança) / €7,50 (criança e adulto) / €10 (família).


Palhaço visita Leiria






Animação infantil - "Histórias de um palhaço"
Teatro Miguel Franco

21 Fevereiro | 16h00

Histórias de um Palhaço

Um palhaço vive histórias fantásticas tal como todas as pessoas, mas como ele é um palhaço e é suposto alegrar, nem sempre as coisas correm como se esperaria de um palhaço... e se o palhaço estiver triste? E se estiver doente? E se for de férias, ou ao cinema? É que o palhaço também vive, vai à escola, ao dentista, às compras, à praia... Também anda de bicicleta e faz desenhos... Sim, ele adora fazer desenhos... Gosta de conhecer amigos novos e contar-lhe histórias ilustradas com os seus desenhos... Vamos fechar os olhos e imaginar uma tela branca onde colocamos uma cor; dessa cor surge uma palavra, e atrás dela uma história, e da história surge a vida do palhaço.

Ficha Técnica
Ideia : Isabel Silva / Construção de marioneta / Cenografia: Isabel Silva e Ana Mendes
Criação de histórias: Susana Otão / Adaptação a animação: Isabel Silva e Ana Mendes
Interpretação / Manipulação / Orientação de actividades: Isabel Silva e Ana Mendes


PREÇO: 3 euros
Sem desconto
Abertura da bilheteira: 14h00
M/3 | Duração aprox.: 1h30 (com actividades pedagógicas)

Informações / reservas
Teatro Miguel Franco - Telf.: 244 860 480 (a partir das 17h30) | div.cultura@cm-leiria.pt
Organização: Câmara Municipal de Leiria

Gigantones do Raposense



Tem estado a decorrer a Oficina de Construção de Personagens em Marioneta Gigante com Varas.

Já começamos a ver algum resultado.

9.2.09

Exposição no Interculturas

Decorreu de 2 a 8 de Fevereiro e para o ano há mais;-)...

O macapi esteve na exposição com a divulgação de trabalhos realizados, bem como em divulgação do projecto Arte do Trevo onde representou 4 artistas - Isabel Silva, Renata R3, Manuela Figueiredo e Oleksander Yaroshevych.

Foi um ponto de encontro e arranque para um ano activo em movimento.

Aqui ficam imagens de momentos;-)




Carolina no Interculturas

Aqui ficam imagens de Carolina e Os Contos - Contos do Mundo realizado durante 5 e 6 de Fevereiro para escolas do Concelho do Seixal no Auditório do CCRAM.






No site do programa Portugal Directo, na segunda parte do video de 4-2-9 encontram a apresentação de divulgação da animação

30.1.09

Arte do Trevo



O Arte do Trevo é um projecto derivante do macapi  e consiste na criação e divulgação de peças, adereços, objectos, formas animadas e o que mais surge pelos entre...tantos pensamentos criativos.

Dias 7 e 8 de Fevereiro vai acompanhar a divulgação/mostra macapi na Festa dos Saberes e Sabores do II Encontros Interculturas no CCRAM.

Apareçam;-)

27.1.09

Porquê Ibérica?

Os Romanos, os Lusitanos...


Os Romanos, já possuidores de um vasto império, cuja capital era Roma, chegaram à Península Ibérica no século III a.C. 

Tinham um exército muito bem organizado e armado, acabaram por dominar os povos Peninsulares, mas encontraram forte resistência por parte dos Lusitanos.


Os Lusitanos elegeram um chefe: Viriato. Ele, que havia sido pastor na serra da Estrela, transformou-se num grande guerreiro, conseguindo derrotar os Romanos em muitos combates. Os Romanos, sentindo-se fortemente ameaçados, contrataram três lusitanos, que assassinaram o seu chefe.


O lugar de Viriato foi depois ocupado por Sertório, um antigo general romano, que continuou a luta contra Roma. Os Romanos só conseguiram dominar toda a Península Ibérica após duzentos anos de lutas.


A presença dos Romanos na Península Ibérica durou cerca de oito séculos, durante os quais se deu o processo a que se chama romanização. Trata-se da adopção, por parte dos habitantes da Península, da cultura romana (a língua (o latim), os costumes e leis, a religião, a moeda, as técnicas de construção, a numeração romana, a arte, etc.).


Os romanos falavam latim, língua que deu origem à língua que falamos hoje.

Quando os Romanos dominavam a Península, nasceu Jesus Cristo (há 2009 anos), na cidade de Belém na Palestina. Vivia nessa altura e dominava a Península o rei Herodes.


Cristo pregava o Cristianismo, que era uma doutrina em que se anunciava a existência de um único Deus, a justiça, a igualdade e o amor entre os homens.
As populações, cansadas das tiranias dos Romanos, seguiam Jesus Cristo para ouvirem a sua palavra.


Isto não agradou aos Romanos que começaram a perseguir e a torturar os «cristãos» e estes tiveram mesmo de se esconder em túneis debaixo do chão para lá rezarem (eram as catacumbas).


Os romanos, já muito raivosos, acabariam por condenar Jesus Cristo à morte, crucificando-o no Monte do Calvário. Apesar deste acontecimento, a religião cristã continuou a desenvolver-se e mais tarde, o Imperador Romano Teodósio, converteu-se ao cristianismo.

Celtiberos, Lusitanos...

Os Celtas e os Iberos misturaram-se, originando os Celtiberos. Estes estavam
divididos em várias tribos, entre elas os Lusitanos, que viviam num território
situado entre os rios Douro e Tejo (a Lusitânia).


Os Lusitanos desenvolveram-se muito graças ao contacto com os Fenícios, os Gregos e os Cartagineses, que, ao contrário dos povos anteriores, não vinham do Norte e do Centro da Europa, mas sim do Mediterrâneo, e dedicavam-se ao comércio.
O contacto com estes povos foi benéfico : os Fenícios trouxeram o alfabeto, os Gregos o uso da moeda e os Cartagineses a conservação dos alimentos através do sal.

Os primeiros povos...

Portugal, o país onde vivemos, nem sempre foi como hoje o conhecemos.

Situa-se numa península, conjuntamente com Espanha, de nome Península Ibérica.

Esta foi sendo povoada ao longo de muitos séculos.
Povos de outras regiões começaram a chegar à Península Ibérica e aqui se instalaram, entre eles os Iberos e os Celtas.

A Península Ibérica foi sempre muito procurada pelas seguintes razões :

Boa situação geográfica;
Porta de comunicação entre a Europa e a África;
Banhada por numerosos rios e o solo era muito produtivo;
Clima ameno e o subsolo era rico em ouro, prata, estanho, chumbo e cobre.


Os Iberos estavam divididos em várias tribos, que se dedicavam ao cultivo da terra e à criação de animais. Este povo já conhecia a escrita. Vieram dar origem ao nome da Península Ibérica.

Os Celtas construíram povoados fortificados no cimo dos montes: os castros. As casas eram redondas, com telhados feitos de colmo. Ficaram também conhecidos no domínio da ourivesaria, pelo fabrico de jóias.



Ibéria também é o nome dado à ilha constituída por Portugal e Espanha antes da sua transformação em península, aquando a sua junção com França, há muitos milhões de anos.

A Península Ibérica fica situada no Sudoeste da Europa. 

Politicamente, três países se localizam nesta península: Portugal, Espanha e Andorra, além de um enclave território britânico ultramarino, Gibraltar.

Formando quase um trapézio, a Península liga-se ao continente europeu pelo istmo constituído pela cordilheira dos Pireneus, sendo rodeada a Norte, Oeste e parte do Sul pelo oceano Atlântico, e a restante costa sul e leste pelo mar Mediterrâneo

O seu ponto mais ocidental é o Cabo da Roca e o mais oriental o Cabo de Creus.
Com uma altitude média bastante elevada, apresenta predomínio de planaltos rodeados por cadeias de montanhas, e que são atravessados pelos principais rios.

 Os mais importantes são o rio Tejo, o rio Douro, o rio Guadiana e o rio Guadalquivir, que desaguam no oceano Atlântico, e o rio Ebro, que, por sua vez, desagua no mar Mediterrâneo.

As elevações mais importantes são a Cordilheira Cantábrica, no Norte; o Sistema Penibético (serra Nevada) e o Sistema Bético (serra Morena), no Sul; e ainda a Cordilheira Central (serra de Guadarrama), de que a serra da Estrela é o prolongamento ocidental. 

Densamente povoada no litoral, a Península Ibérica tem fraca densidade populacional nas regiões interiores. Excepção a esta regra é a região de Madrid, densamente povoada.

Ao longo dos tempos já foi chamada de vários nomes enquanto era governada por povos distintos. Entre eles, destacam-se os nomes Iberia e Hispania

Iberia foi o nome grego dado à península Ibérica, porque eles conheciam apenas a parte entorno do rio Íber

Hispania era o nome romano da península. A região, depois do período histórico denominado Reconquista, foi se transformando e os muçulmanos foram expulsos.

Com o casamento entre Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, surge a Espanha e, com a guerra entre D. Afonso Henriques e o reino de Castela e Aragão, surge Portugal.

Na Península Ibérica são faladas sete línguas oficiais (a castelhano, o português e o inglês são oficiais, respectivamente, em Espanha, em Portugal e em Gibraltar; como co-oficiais encontram-se mais quatro: o catalão (oficial em Andorra), o galego e o basco - nas respectivas comunidades autónomas de Espanha, o aranês no Vale de Aran, e o mirandês (no concelho de Miranda do Douro) em Portugal; a estas há que somar mais algumas línguas não-oficiais (astur-leonês, aragonês e o romani), algumas delas com dialectos importantes (valenciano, andaluz, etc.).




24.1.09

Somos todos responsáveis

Berta Sperber, Licenciada em Psicologia e Sociologia, especialista em Terapia Sistémica explica-nos porquê face ás guerras e á destruição planetária, não podemos permanecer indiferentes.

Torna-se difícil ficar indiferente ao horror que estamos a ver desenvolver no Médio Oriente. Vê-mos as imagens, conversamos com os amigos e tendemos a viver como algo alheio a nós, ou suficientemente distante para que possamos influir.

Sentimo-nos sem poder e ficamos a escolher uma posição, como se estivéssemos realmente informados dos acontecimentos que são gerados e quais as verdadeiras motivações.

Mais ainda, quando nos colocamos a favor de um lado ou de outro, estamos a legalizar o horror. Estamos a dizer que se justifica a guerra e a matança entre seres humanos, E é a isto que precisamos dizer um NÃO definitivo.

Nenhum motivo justifica danificar, torturar, privar dos seus direitos, ou matar um outro ser humano. A dignidade não ode ser espezinhada.

O ódio não tem final se não o diluirmos no amor incondicional. É a única energia que pode pôr um fim a tanta loucura.

Hoje a física quântica demonstra-o. Pode curar, pode construir e pode criar. Pode fazer luz onde tanta escuridão existe e, o nosso intelecto dirá que foi um milagre só porque não pode perceber esse nível da realidade.

Uma mensagem de amor emitida, percorre o planeta num minuto e desenvolve abundância e generosidade por todo o lado. Portanto, somos todos responsáveis e todos podemos mudar a realidade. Basta fazer uso do poder que temos.

Da mesma maneira negamos o que está a acontecer a nível ecológico: as altas temperaturas produzidas no Verão avisam de que o aquecimento do planeta e o seu desequilíbrio estão á vista e anunciam piores situações.

O desequilíbrio do nosso planeta estamo-lo a gerar nós próprios.

Indiferença = Cumplicidade
O que acontece se ficarmos indiferentes face a uma realidade que em diferentes aspectos nos está a anunciar perigos eminentes?

As preocupações continuam reduzidas ao próprio bem-estar, projectos ou misérias individuais.

O auto-engano ou a desconexão afirmam-se.

Somos todos protagonistas de tudo isto e temos o poder de alterar a situação se o decidirmos de forma conjunta.

Não faz falta uma revolução ou uma manifestação. Faz falta sim, desenvolver o amor incondicional conjuntamente e enviá-lo para todo o planeta que está a expressar o nosso desequilíbrio vingativo e a nossa avareza descontrolada.

Como é possível não entendermos que ninguém poderá sair favorecido desta vez?

Porquê este afã destrutivo nos domina e faz cúmplices de tanta loucura ambiental e humana???

Aquilo em que acreditamos influi sobre o planeta
Temos de nos observar. Se somos capazes de construir tanto caos podemos usar esse mesmo poder para construir um mundo equilibrado e em paz.

Temos de observar a concepção da vida e de nós mesmos que nos limita, que nos faz acreditar que somos alheios ao que sucede, que somos impotentes, ou que justifica os factos por crenças ou valores prejudiciais que nos deixam implorando que não nos afectem.
Tenho uma boa notícia: isto é só um olhar equivocado que nos ensinaram.

Cada ideia, sentimento e acção nos distintos mundos em que nos movemos tem a sua influência no planeta.


... desliguem a música no slide show da barra lateral para melhor audição do vídeo... 
                  



Com lenha prometida, não se aquece a casa.
Só em actividade desejarás viver cem anos.
Não digas: 'é impossível'.
Diz antes: 'não o fiz, ainda'.

provérbio japonês

Movimento Almada Pedonal

Esta manhã, uma comitiva do movimento de cidadãos reuniu com o Vereador José Gonçalves, responsável pela Divisão de Trânsito.

As preocupações e reivindicações do movimento foram apresentadas e discutidas com o vereador.
O vereador considerou que existe uma sintonia entre os interesses deste movimento de cidadãos e o executivo da Câmara Municipal de Almada. A crítica à circulação de autocarros da TST por esta zona é mútua e o executivo municipal está a trabalhar com o Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) no sentido de retirar as 4 carreiras que ainda circulam por esta zona e instaurar uma nova carreira mini-bus que faria um trajecto circular entre a zona pedonal e Almada Velha. Quanto aos autocarros em claro incumprimento - casos de autocarros que estacionam abusivamente na zona pedonal ou que a atravessam para recolha, o vereador garantiu queos TST já foram avisados e que, se não rectificarem a situação, passarão a ser autuados como qualquer outro veículo que não cumpra as regras da zona pedonal.

Quanto aos acessos especiais, José Gonçalves, salienta que procuram fazer uma redução faseada dos automóveis e das cerca de 1000 autorizações especiais actualmente concedidas pela ECALMA. Para o movimento de cidadãos, esta abordagem coloca um grave problema de segurança na zona pedonal e deixa um precedente difĩcil de mudar no futuro. “Embora o vereador nos tenha garantido que estas autorizações especiais são uma situação temporária, sabemos que, depois de habituadas, as pessoas dificilmente vão abdicar dos seus privilégios adquiridos”, comenta Silvia Hable, moradora do centro de Almada que esteve presente na reunião. O movimento pretende manter a pressão para que se ultrapasse o quanto antes esta situação de transição.

Foram ainda discutidas soluções técnicas e urbanísticas que permitam acomodar um conjunto de situações e necessidades dos moradores e utentes deste espaço. Em jeito de conclusão, Silvia Hable comenta que “a situação actual é altamente perigosa, desvirtua o espaço público e prejudica o comércio local. Por isso, temos que tornar esta zona verdadeiramente pedonal”.

Vários moradores e transeuntes apareceram para ver esta nova iniciativa do movimento de cidadãos, muitos deles expressando o seu apoio. 

Para o futuro está previsto o lançamento de um abaixo-assinado em defesa da zona pedonal.